sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Causos de Dna. Guiomar


Para inaugurar os "Causos", escolhemos a famosa história do carneiro gigante, acontecida em Itapeva, cidadezinha perdida no interior de São Paulo quase divisa com o Paraná. Aqui, estamos falando de fatos ocorridos entre as décadas de 1930 e 1940 quando Dna Guiomar era ainda uma caipirinha muito da sapeca!

A incrível peleja do carneiro gigante de Dona Gertrudes contra a petizada do grupo escolar



Como era de se esperar de uma cidadezinha do início do século como Itapeva, o "Grupo Escolar Acácio Piedade" era a única escola existente, por isso nela estudavam todas as crianças da região nesses idos de 1938.

Vale lembrar que se o progresso já era um tanto quanto escasso na capital, pode-se imaginar como era o interior naquele tempo. As casas eram verdadeiras chácaras e a criançada crescia livre, subindo em árvores, empinando pipas, brincando com toda a toda a sorte de animais. Rádio? Alguns poucos mais abastados o possuíam... Geladeira? Raríssimas e movidas a querosene! Os fogões eram à lenha e as lingüiças, produzidas com a carne de suínos muitas vezes colegas das brincadeiras infantis, eram penduradas acima do fogão para serem defumadas. Televisão? Nem pensar que um dia poderia existir tal coisa! Assaltantes? Imagina! Um ou outro ladrão de galinhas. Tanto que a cadeia ficava com as portas das celas praticamente abertas a maior parte do tempo.

Pois bem, lá estudava a menina Teresinha, neta de Dna Gertrudes que além de parteira da cidade era também proprietária do tal carneiro. Para ilustrar a figura do bicho, basta imaginar um carneiro de chifres enormes, grande e gordo, com os pelos sujos e cheios de carrapichos. Era de assustar!

Quase todas as tardes no horário de saída do grupo escolar, vinha o bichão caminhando deste o "Mata Fome", bairro meio afastado em que morava a parteira, até a porta do grupo para buscar a neta. Sim, o carneiro ia buscar a menina, afinal estamos em 1938 e os animais realmente andavam livremente pela cidade.

E essa era a hora mais esperada pela garotada! Primeiro, pela ansiedade da espera no ar: Estará o carneirão à nossa espreita?? Sim, pois ao saírem correndo e gritando pelo portão do grupo, o terrível e assustador carneiro gigante ficava enlouquecido e saia em desembestada carreira atrás dos mais afoitos, logicamente entre eles a menina Guiomar.
Era uma debandada geral! Após algumas perseguições mal sucedidas e outras terminadas em "cabeçadas", voltava o gigantesco animal, ar de serviço cumprido, parava ao lado da menina Teresinha como a dizer: Pronto, agora podemos ir! E lá iam os dois para casa. Ela, com o ar resignado de quem teve que ficar olhando a diversão alheia e ele com um sorriso de vencedor em seus lábios caprinos.

No dia seguinte, a diversão da petizada era trocar relatos das terríveis histórias de perseguição e contabilizar cortes e arranhões!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Programação Gratuita



Cinema


IV Jornada Brasileira de Cinema Silencioso
  
Tem início hoje e irá até dia o 15 a 4ª. Mostra Brasileira de Cinema Silencioso. O evento é dedicado aos filmes produzidos entre 1900 até mais ou menos os anos 30, momento em que os primeiros filmes com a utilização do som chegaram para abalar os rumos do cinema. Nesta edição o foco é o cinema da Suécia, mas teremos muitas alternativas de outros paises, inclusive Brasil.
E atenção para a programação, pois algumas sessões contarão com acompanhamento musical ao vivo e com grandes nomes do instrumental. 
Alguns filmes são imperdíveis, como “A Rua das Lágrimas”, de 1925 com a maravilhosa Greta Garbo, “O Supersticioso”, de 1919 com direção de Victor Fleming  ou  “Lábios sem Beijos”  de 1930, com a direção de Humberto Mauro. É correr para não perder nadinha!

Para saber toda a programação, acesse :





De 06 a 15 de agosto
Entrada gratuita

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações:  3512-6111 (ramal 215)

Auditório Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº
Parque do Ibirapuera – portão 2
Informações:  3223-3966


Dança


Hermesdance

É a primeira vez que esta companhia suíça, criada em 2007, se apresenta em São Paulo. Já foi apresentado nos dias 3 e 4 últimos o espetáculo “Betwixt and Between”  e nos dias 6/7e 8 de agosto (sexta, sábado e domingo) será apresentado o espetáculo “Hic Salta!”. Entre momentos do mais profundo silêncio interrompidos por uma trilha sonora densa, entremeados por gravações de texto em alemão, os bailarinos dançam envoltos num cenário composto por flores. A música é executada ao vivo, por 3 músicos que tocam piano, percussão e violoncelo. Vale conferir!



Teatro Itália, Teatro de Dança
Avenida Ipiranga, 344
Tel.: 3129-8089(11)  2189-2555
Sexta às 21h, sábado às 20h e  domingo às 18h.
Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes.


She´s Lost Control 

A Cia. Vitrola Quântica se inspira na música She´s Lost Control, da banda Joy Division, para falar sobre o descontrole emocional. Para embalar a história de três garotas que vão a uma casa noturna que nunca fecha (caramba, me passa o endereço!) temos o mais puro rock alternativo, com bandas como The Kills, Sonic Youth e She Wants Revanche, entre outras. É conferir!

Galeria Olido
Avenida São João, 473
Tel.: 3397-0171 / 3331-8399
Sábado, dia 7/8 às 20h  e Domingo, dia 8/8 às 19h.
Grátis.




Exposições


Rebelião em Silêncio - Rebecca Horn

Esta é a primeira exposição individual no Brasil desta artista considerada o nome mais importante da arte contemporânea alemã ao lado dos pintores Anselm Kiefer e Gerhard Richter. São seis vídeos e dezoito instalações, mas de uma atenção especial para  “Concerto para Anarquia”, é espantosa a sensação de observar um piano suspenso de ponta-cabeça no teto!

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112
Tel.: 3113-3651
De Terça a Domingo, das 10h às 20h.
Grátis. Estacionamento com serviço de van na Rua da Consolação, 228 (R$ 10,00 por cinco horas, de terça a domingo). De 03/08 a 03/10.


Entre Atos 1964/68

Esta exposição se encontra desde março no Mac-Usp e faz parte de uma série de três. A intenção é utilizar as obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo para mostrar a arte brasileira produzida durante os anos da ditadura militar. Serão cobertos três momentos distintos desse período: 1964-1968; 1969-1974 e 1975-1985.
No total serão 113 obras de 49 artistas. Preste atenção na obra  “Aliança para o Progresso” (1965) de Marcelo Nitsche  (abaixo), fala por si.



Museu de Arte Contemporânea (MAC)
Rua Da Reitoria, 160
Tel.: 3091-3039
De terça a sexta das 10h às 18h; sábado, domingo e feriados das 10h às 16h.
Grátis. Até  03/10.
Mais informações, cesse: www.mac.usp.br

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arroz de Forno – Receitas de Dna. Guiomar


Ingredientes

4 xícaras (chá) de arroz branco cozido
1 peito de frango cozido e desfiado
1 embalagem de ervilhas congeladas
1 cenoura ralada no lado grosso
4 tomates maduros picados, sem pele nem sementes
1 cebola grande picada
4 dentes de alho picadinhos
1 xícara (chá) de salsinha picadinha
2 folhas de louro
Azeitonas picadas
Queijo ralado
Sal
Pimenta calabresa
Tomates secos
Azeite

Preparo

Refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente os tomates, o louro, o sal, a pimenta e vá mexendo até formar um molho grosso e consistente. Quando estiver pronto, ainda com o fogo ligado, acrescente o peito de frango desfiado, as ervilhas, a cenoura e as azeitonas. Refogue rapidamente, acerte os temperos se necessário e desligue o fogo.
Em um pirex, vá misturando aos poucos o arroz, o molho, a salsinha e um pouco do queijo ralado. Polvilhe com queijo ralado por cima e enfeite com tomates secos. Leve ao forno médio por alguns minutos e está pronto para servir!
Uma dica: Este prato pode ser feito com as famosas sobras da geladeira e aqui cabe a imaginação de cada um!