terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bebidas : Rota da Cachaça !





Branquinha, marvada, danada, bagaceira, quebra-munheca, aquela-que-matou-o-guarda, dengosa, pinga ou simplesmente cachaça, até pouco tempo não possuía uma boa fama e nem freqüentava lugares elegantes. Tempos passados, pois seu status vem crescendo a olhos vistos!!  Mas atenção: não confunda com a bebida industrializada, daquelas que se compra por 2 ou 3 reais a garrafa!!!  Estamos falando da cachaça produzida artesanalmente, em alambique de cobre utilizando receitas com séculos de tradição.
Hoje ela é apreciada em confrarias, tem admiradores mundo afora e já conta até com legislação específica!!!  Aqui no Brasil temos mais de 5.000 marcas legalizadas com uma produção que chega a 1,4 bilhão de litros ao ano.
Claro que definir qual é a melhor cachaça, cujo bouquet e aroma valem os até 500 reais a garrafa ( sim...você leu certo...) não é  tarefa muito fácil, mas sou obrigada a concordar que é bastante prazerosa!!!
Aos cachaçólogos de plantão, cabe lembrar que todo ano temos a “ Brasil Cachaça – Feira Internacional da Cachaça, que teve em abril deste ano a sua 5ª. Edição. Lá pode-se participar de degustações conduzidas por especialista, como Cesar Adames, Fernanda Ayoub, Arthur Avedissian, Samuel Bensemann, além do cachacier ( adorei este título!!!) Maurício Maia.

Algumas dicas de “cachaçólogos”  famosos para degustá-la :

1-     Atenção para o rótulo,  observe a origem.
2-     O aroma não pode ser de álcool, tem que ser de cana, de rapadura, portanto: narizes a postos !!
3-     A dose servida é sempre pequena, mais ou menos um dedo. Beba devagar! Deixe o liquido repousar no céu da boca e molhar a língua lentamente... Claro que, por ser aguardente, você sentirá uma leve queimação, mas não pode queimar a garganta ao ser ingerida., ela deve descer macia!
4-     Agora, o mais importante : Se você bebeu, digamos assim,  socialmente e ficou de ressaca, anote o nome da pinga e fuja dela!! Uma cachaça de boa qualidade jamais provoca mal estar!


Bom, chega de falação e vamos às dicas da “ rota da cachaça” aqui em Sampa:

- Cachaçaria Água Doce
Com dois endereços em São Paulo e quase 90 lojas em todo o pais, possui mais de 190 marcas artesanais aprovadas num rigoroso processo de seleção.
Av. Macuco, 655 – Moema. Fone: 5056-1615    e   R. Aspicuelta, 444 – V. Madalena – Fone: 3895-7760.

- Cachaçaria Paulista
Aberta há mais de 15 anos e com mais de 300 rótulos disponíveis. Lá é possível degustar uma boa cachaça ao som de MPB ao vivo.
R. Mourato Coelho, 593 – Vila Madalena. Fone: 3815-4756
  
- Mocotó
Como o nome diz, lá você encontra o melhor caldo de mocotó da cidade, além de uma seleção com mais de 340 marcas de cachaça. Eles mantém a receita desde 1973 e posso dizer que é muito bão !!!
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 – V. Medeiros. Fone: 6951-3056

- Cachaçaria Pompéia
Esta cachaçaria composta por um restaurante com um forno à lenha  e um boteco, fica localizada em uma fazenda com mais de 11 mil m2.   Se prepare, pois lá é possível encontrar mais de 1.400 rótulos de cachaça !!!
Av. Nicolas Bôer, 120 – Pompéia. Fone: 3611-1114


Quer comprar e degustá-la calmamente em casa ?  Alguns endereços interessantes :

- Espaço BR
A casa trabalhava com a distribuição de pedras brasileiras para colecionadores, mas há alguns anos passou a se dedicar também a cachaça, com mais de 400 rótulos. Entre eles algumas raridades.
R. Alice Macuco Alves, 81 – Pinheiros. Fone: 3021-6175

- Paraíso da Cachaça
Funciona como um bar, onde pode-se saborear algumas doses entre um tira gosto e outro. Possui mais de  200 rótulos, entre eles o Maria da Cruz, produzido na fazenda do Vice Presidente José de Alencar.
Av. Direitos Humanos, 2067 – Mandaqui. Fone: 6233-0973

- Club da Cana
É uma distribuidora, mas pode-se  sentar no bar e saborear uma dose, entre as mais de 600 marcas disponíveis. Também há drinques internacionais feitos com cachaça, como o Bloody Mary.  Destaque para a coleção que conta com centenas de miniaturas.  
R.Barão de Tatuí, 272 – Santa Cecília – Fone: 3663-1171



domingo, 22 de agosto de 2010

Dicas da Dna Guiomar: Farofa Colonial




Estava bastante difícil decidirmos qual seria a próxima receita, visto que todas são maravilhosas, porém a santa e sábia Dna Guiomar resolveu a pendenga:
- Muito simples, meus filhos, coloquem aquela farofa que sempre fez tanto sucesso, desde o tempo da minha bisavó!!

E, eis que estava decidido: a Farofa Colonial. Facílima de fazer e que pode ser servida com um belo cação ao molho de tomates ou um simples arroz branco e lingüiça fritinha!!

Ingredientes

01 cebola picada
08 colheres (sopa) de manteiga
04 xícaras (chá) de farinha de milho amarela
01 xícara (chá) de salsinha picada
01 xícara (chá) de cebolinha picada
02 dentes (grandes) de alho picadinhos
Sal a gosto

Preparo

Em uma panela refogue a cebola na manteiga até dourar. Junte a farinha de milho e cozinhe, mexendo sempre até obter uma farofa úmida, porém soltinha. Junte a cebolinha e a salsinha, tempere com o sal.


Foto: Paulo Renault